domingo, 27 de setembro de 2009
TEMPORARIAMENTE FORA DO AR!
domingo, 13 de setembro de 2009
Apaixonada por um Paquistanes - Parte 18
By Mariyah
Ter conhecido toda uma comunidade de mulheres apaixonadas por paquistaneses foi uma experiência interessante, só não vou abordar as diversas estórias pessoais, porque como dito, são pessoais... ainda que algumas delas estejam sendo contadas, nos blogs e fóruns de discussão da internet... Aprendi bastante, pude prever e prevenir algumas situações... Soube de coisas que se dependesse apenas dele levaria anos pra saber (rs)... mas, o melhor de tudo, fiz grandes amigas... “companheiras de jornada” (rs) Eve, Carol, Patty, Jules, Ci e muitas outras...
Enfim, o novo casamento da irmã estava confirmado para dezembro e nosso encontro cancelado indefinidamente. As questões que sempre se faziam presentes em nossas conversas se tornaram cruciais para que ele concluísse, mais uma vez e aparentemente definitivamente, que não havia possibilidade de ficarmos juntos. Ele sustentou as diferenças culturais e religiosas, e ainda ponderou que a família jamais concordaria e ele não poderia pagar o preço de romper com a mãe, que agora julgava ser sua exclusiva e mais importante responsabilidade, além disso, sabia que mesmo que todas essas barreiras fossem superadas, que ainda existiria a necessidade de uma mudança para outro país, porque eu jamais me habituaria a uma vida no Paquistão. No entanto, sua mãe resistiria também a mudar de cidade, quanto mais ir para o exterior.
Tudo ficou preto. A essa altura eu já havia rompido por completo meu relacionamento anterior. E já havia perdido boa parte da minha capacidade de usar a razão em relação à condução do meu “relacionamento” com o Hathi. Absolutamente apaixonada, agredia diariamente minha própria inteligência, minha capacidade de realizar análises críticas, deixando minhas emoções e sentimentos vencê-las por nocaute (rs). Eu fui da raiva ao desespero. Do desespero à raiva. Me odiava por ter me deixado envolver. Achava tudo muito ridículo. Paixão virtual, Paquistão, toda essa cultura esquisita e essa religião desconhecida... todo esse contexto absurdo. O que eu estava fazendo? Só que eu não conseguia deixar pra lá. Estava obcecada. Mas, cedi... Deixei ir... Ele queria o impossível pra mim naquele momento, a manutenção de uma amizade, virtual, insistia na possibilidade de voltarmos a ser o que éramos há meses atrás... Eu resisti, precisava voltar à vida real... precisava de espaço, tratar minha dependência (rs). De frente pra tela do computador eu definia com o Hathi como seria o “daqui pra frente”... não planos, não expectativas... nos despedimos, ficou acertado que nos falaríamos quando passado o tempo eu voltasse a nutrir por ele somente a amizade de antes. O que me dava uma certa motivação para me distanciar era a mágoa que sentia quando eu pensava que ele de fato acreditava que conseguiria ser somente meu amigo. Se ele era capaz, com certeza eu também seria, afinal, eu já tinha vivido outros relacionamentos e sei que na vida tudo passa, ele também passaria. Antes de encerrarmos nossa última conversa, ele me pediu pra falarmos por uma última vez ao telefone e me ligou... Levei um choque! Estava triste, arrasada, me sentindo desprezada... e só tive o entendimento de que ele também sofria naquele momento... ele estava aos prantos... a voz entrecortada por soluços, a respiração difícil... foi realmente chocante, porque eu, no ápice da minha tristeza, não tinha derramado uma lágrima... eu fiquei perturbada... ele pediu que eu dissesse que o amava... era estranho. Não pude me negar... eu disse, sem saber exatamente o quanto de verdade existia nas minhas palavras... ele agradeceu e desligou... e se foi. Não consegui me concentrar em mais nada ao longo do dia. Fui deprimindo. Como que eu viveria os dias seguintes sem ele... sem as minhas fantasias, sem as nossas conversas... Ficou um vácuo. Passei horas refletindo. Queria entender exatamente o que eu sentia e o que significava o acontecido? Não era lógico pra mim que o amasse. Eu sempre fui muito “oriental” nesse sentido, entendia que havia uma forte paixão, mas sempre achei que amor era algo a ser construído, com a convivência... mas, daí me perguntava se não havíamos “convivido”, se todos esses anos de confissão, compartilhando momentos importantes da nossa vida não eram relevantes? Se era imprescindível mesmo o toque, o contato diário... Bem, talvez eu o amasse sim... afinal, querer bem, se importar com uma pessoa, se preocupar diariamente com sua integridade física e mental, sentir sua falta, torcer por sua felicidade e querer fazer parte de sua vida... o que é isso se não é amor? Eu o amava... chorei a perda. Nessa noite, escrevi minha primeira carta de despedida:
“São Paulo, 15th july, 2007.
Hathi,
Well, it´s 01:37 am here, we talked hours ago and since then I´ve been thinking. I feel really bad...
(…)
I was so happy thinking you were mine that I almost forgot that nobody belongs to nobody. And love is not about possession.
(…)
You cannot imagine the importance you have in my life. Actually is something that I´m trying to understand. I mean, why? We have always asked, huh... Why it did happen? Wish there was an answer...
You will be always part of me... You said you were feeling like losing a part of your body, but be sure you are taking with you part of mine, my heart. My heart will remain yours for a while, till I get ready to have it back.
I wish I was strong enough to simply let you go, certainly would be better for both of us, but I can´t help to have hope deep down inside my heart, which will still last for sometime.
I was mean about what I said regarding things I know are important to you. And I should let you know that what I love most in you is exactly what you are, a Pakistani muslim man, who follows with faith and pride his religion and culture, with high moral values, who cares about family...
I wish you the best in life. All the love it is possible, all success in your plans and that all your dreams come true.
Hey man, who would say huh! I´ll have a very nice conversation with Allah and tell him it was not fair, not fair...rs Since He controls everything He shouldn´t have let it happen. I think we are good people, isn´t it? Why hurting us like this so badly? He must have a very good explanation...
While typing this, I am wondering if we could have any chance...
(…)
Well, that´s it baby, my gordo, my love... keep like this, perfect... actually, no, you can be more, more than perfect...so do not give it up...never give up your dreams, your life, your principles... Continue to be the great everything you are...
(…)
I´ll finish it by saying it sounds like a farewell letter, but it is not... I cannot leave you so easy...rs Maybe I´m leaving part of my plans, my hopes, my expectations, but I would never be able to leave you at all...
(…)
Amo você muito, muito, muito, muito, muito, muito...and yes, it´s too late to avoid it.
Fica com Deus (...)
Mariyah”
Ps: Bom, tambem ja surtei com ela e mandei enviar logo o proximo, quero saber que diabos que aconteceu depois. Aff!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Apaixonada por um Paquistanes - Parte 17 (Finalmente)
Antes de mais nada, soh gostaria de esclarecer que esses episodios "Apaixonada por um Paquistanes" NAUM SOU EU QUEM ESCREVE, e sim uma grande amiga QUE TAMBEM AMA UM PAQUISTANES e tem o dom da palavra...Eh que estou recebendo os parabens pela estoria, que eu escrevo muito bem e tals hihihi..Mas os meritos (ao menos nesse caso) NAUM SAO MEUS e sim dela..(Mariyah)...Eu falei sobre isso lahhhh no primeiro capitulo...;)
Agora sim, enjoy!!!
By Mariyah
...Ele apareceu um dia e conversávamos, isso foi entre abril e maio de 2007. Mas, ele estava estranho...
Há algum tempo ele havia me dito que a irmã caçula iria casar e estava muito feliz com a novidade, isso porque há muito o preocupava o destino da irmã. A guria, cerca de quatro ou cinco anos mais nova que ele, já havia sido noiva, só que houve o rompimento do noivado e o fato era considerado uma mácula no perfil da família, que buscava outro casamento.
A estória é tão absurda (sob o ponto de vista ocidental) que vale a pena ser contada. Ela tinha 22 ou 23 anos quando lhe arranjaram o primeiro noivo. O casamento da menina era uma preocupação, porque o pai havia falecido e o Hathi e a mãe queriam garantir o futuro dela, “já que não sabiam o dia de amanhã”. E, para uma mulher paquistanesa e muçulmana, obviamente generalizando-se, a garantia do futuro é o matrimônio. Foram observadas todas as etapas do processo de “arranjamento”. Localizaram famílias de potenciais noivos, optaram por uma (dentro da casta deles...mesmo que o casamento entre castas seja costume indiano herdado dos hindus, inclusive anti-islâmico, a família DELE costuma observar o critério, uma vez que os membros julgam que criação, tradições e crenças semelhantes facilitam o convívio e harmonizam o casal...sabedoria ou preconceito? Não sei, mas certamente mais um desafio pra gente...), e lá foi o Hathi e sua Mama Jee concretizar o “negócio” (porque sim, tudo é friamente calculado...não que aqui muitas vezes também não seja assim)...
Noivado efetivado, começaram os preparativos para o casório. Como amiga, soube do passo-a-passo. Pintar e reformar a casa, compras e mais compras, de roupas, jóias, presentes...e móveis. Foi aí que todo o stress atingiu o ápice. Depois do “contrato fechado”, Hathi e sua Jee, e também a noiva, começaram a estranhar algumas atitudes do noivo e sua família. Esses últimos começaram a apresentar uma série de exigências, alterando unilateralmente o contrato (rs), entre as quais ampliação do número de convidados nas festas patrocinadas pela família da noiva, redução do dote oferecido pelo noivo à noiva, o que, a contragosto ia sendo aceito pelo Hathi e sua mãe, em benefício da manutenção do noivado da guria. Até que, às vésperas do evento, após uma crise entre as famílias, quando os pais do noivo anunciaram que não entregariam de imediato as jóias à noiva, só após cumprido determinado período de casamento, foi o Hathi à casa do noivo fazer a entrega dos móveis que guarneceriam o quarto do casal (essa também uma obrigação da família da noiva). Qual não foi sua surpresa quando a futura sogra, ao observar os móveis, começou a criticar abertamente a estética e a qualidade dos mesmos... foi a gota d´água! Absolutamente surtado, meu Hathi que é incapaz de se irritar com um mosquito persistente (rs), mandou na hora os entregadores darem meia volta e recolher os móveis, foi pra casa, conversou com a mãe e a irmã, e com o apoio das duas, rompeu o noivado. Disse-me ele que na hora só pensava no desespero que seria para a irmã aguentar aquelas pessoas pelo resto da vida (rs). Consequências: prejuízos materiais, já que boa parte da festa e obrigações relativas a esta já haviam sido pagas, e morais, para a família, já que o rompimento de um noivado é algo altamente comprometedor que pode implicar em radical diminuição das chances de uma mulher se casar no Paquistão (O porquê só Allah sabe! aff). Enfim, o ato contínuo foi a família toda (agora tios e tias) se transtornar com o ocorrido e o culpar dizendo q ele havia condenado a irmã se não à solteirice, a um casamento com um divorciado (única opção à solteirice que a parentada achou que restaria).
Eu sinceramente não tenho certeza sobre o que a guria achava, mas antes encalhada que mal amada, tenho muita pena de mulher que faz o estilinho “não sou feliz, mas tenho marido”. Aparentemente ela também pensa assim, porque, segundo o Hathi, em momento nenhum ela recuou ou se mostrou contrariada em relação ao ocorrido, e o fato só serviu para aproximar ainda mais os irmãos.
A confirmação de que ele havia tomado a decisão certa veio anos depois, quando ela não só encontrou um novo futuro marido, de credenciais beeemm melhores que o anterior, e de família cuja docilidade até hoje o Hathi comenta.
Sorte dela, sorte deles! Azar nosso! Azar nosso porque com o casamento da irmã, a realidade bateu à porta... a mãe, viúva, passou a ser responsabilidade única e exclusiva do Hathi, que por ocasião do casamento teve que recusar a possibilidade de trabalho em Dubai, onde nos encontraríamos e planejaríamos o nosso “felizes para sempre” (sim, vencida pelo cansaço eu já havia a essa altura entendido que as alternativas para ficar com ele eram casar ou casar).
Com a recusa, ele viu cair por terra a possibilidade de ficarmos juntos, foi quando começou a se distanciar... Foi um tantinho doído...
Na época marcou-se uma reunião de gurias que amavam paquistaneses, a linda phopha louca da Everyn estava na cidade e seria a primeira vez que nos veríamos cara-crachá.
Foi num shopping, eu estava atrasada (como de hábito) e fui até o ponto de encontro. Nada. Mulherada atrasada também. Até que, reconheço cara e corpitcho de uma das meninas cuja foto eu já havia visto... Carolita (outra blogueira celebrity no reino encantado da terapia de grupo das mulheres que amam demais um paquistanês problemático)... amor à primeira vista também... só que com um pouquinho de limão (bicha azeda!). Logo, vislumbrávamos um ser verdinho (sim, pra mim eles são verdes!) caminhando em nossa direção, marido de uma das senhoritas que acabei conhecendo e cuja vida acompanhei um pouquinho, em conjunto com a de tantas outras meninas, como que tentando vislumbrar de alguma forma os futuros possíveis de um relacionamento com um “Paki muslim”. Mais ouvi do que falei, a maioria daquelas pessoas já estavam mais “aclimatadas” (rs) do que eu aos fatos e, também, porque realista e um pouco cismada diante das hesitações do Hathi, eu já nem sabia se o relacionamento, tal qual nas minhas fantasias, seria possível...
Ainda continua no proximo capitulo, que espero que seja enviado muito em BREVE viu dona MARIYAAAAH...mimimi...lol