quinta-feira, 25 de junho de 2009

Apaixonada por um Paquistanes - Parte 11

By Mariyah

Eu só me dei conta de que algo estava diferente depois de dois fatos ocorridos...Um dia, aquele amigo que se apaixonou e teve que se divorciar me adicionou no orkut, deixando a seguinte mensagem: “Hey, I am your friend´s friend, and am adding you at orkut because I am curious... can´t bear him all the time: Maria, Maria, Maria, Maria (e aí ele repetiu meu nome 200 vezes rs)”.

Primeiro sinal de que havia algo fora do lugar. Tive uma estranha sensação de prazer com a mensagem e fiquei me perguntando o que será que falavam sobre mim. E, logo em sequência, uma preocupação em relação ao conteúdo, comprometedor, uma vez que eu ainda namorava (deletei imediatamente!). No entanto, a mensagem em si não queria dizer nada, mas só depois de algum tempo é que entendi que tanto o prazer como a preocupação posterior foram frutos da projeção de sentimentos que eu já tinha em relação ao guri, mas ainda não reconhecia.

O segundo fato ocorreu em uma das minhas sessões de análise, minha terapeuta, já acostumada com minha atração por culturas diferentes, e já há muito ciente da existência do guri, notou alguma coisa esquisita enquanto eu comentava sobre o que eu tinha conversado com ele durante a semana, e disse: “você realmente gosta desse outro mundo, porque seus olhos brilham quando você fala desse seu amigo e faz tempo que eu não vejo você falar desse jeito sobre qualquer coisa.” Check-mate. Fiquei tensa. Ô – ou! rs

Voltei pra casa cabreira. Ela pode ter achado que era minha eterna curiosidade pelo que é estranho. Mas, eu sabia que tinha algo errado, muito errado. Já em casa, abri meu computador e procurei pelas fotos antigas. Isso porque, eu queria refrescar a minha memória, queria ter a certeza de que ele continuava a antítese daquilo que eu sempre considerara atraente. rs Olhei e... “Nossa, ele é fofo! Ahh, ele é “cute” sim! Foto brega do chapéu: Ahh, que lindooo! Faz um estilo! rs Paraaa!!! Eu só posso estar ficando louca!!! Essas são as exatas mesmas fotos ridículas de 04 anos atrás! aff” Eu acho que fiquei monologando por vários minutos, brigando comigo mesma, e fui do choque à irritação.

Era surreal. E eu não queria passar por aquilo. Depois de 08/09 anos numa relação estável, apesar de ainda ser jovem, tinha 26 anos, me orgulhava de ser (ou achava que era rs) “madura” e de estar plenamente ciente que “príncipes encantados” não existem, que todo relacionamento começa apaixonado e depois de alguns anos se estabiliza e que, portanto o amor verdadeiro é calmo e que aquela loucura do começo da relação serve apenas pra estabelecer vínculos, e tem efeitos colaterais terríveis. E eu, de fato, não queria enfrentar, de novo, a confusão que se estabelece na vida de uma pessoa apaixonada. O que diabos estava se passando comigo?

Recapitulei: “Sim, minha vida está meio aborrecida! Sim, eu tenho trabalhado muito e não é tão legal como eu imaginava! Sim, eu estou com problemas em casa e com muita preguiça de lidar com eles! E, sim, neste momento não tenho sentido muito prazer em ser eu mesma!” Ahhh, era isso então, pensei satisfeita! rs

Há alguns anos eu tinha lido um livro, de um psicanalista alemão que dizia: A paixão que você vem a sentir por alguém é diretamente proporcional à sensação de vazio e solidão que você sente no momento anterior à interação com essa pessoa. Bingo! Eu tava “muito muito” insatisfeita com a minha vida e tinha me apegado ao primeiro ser que apareceu e me ofereceu atenção. Que alívio!

Agora era só pensar em como colocar a casa em ordem, que as minhas emoções voltariam pro devido lugar. Só que se o amor tem razões que a própria razão desconhece; a paixão é um sentimento porra louca, que não tem razão nenhuma e mesmo assim sai se impondo...

Morram de angustia hihihi, mas continua soh no proximo capitulo lol

Um comentário:

Jarid Arraes disse...

SAT SRI AKAL!

Sim, estou ASSASSINADA de ansiedade pra ler a continuação =/

Linda história, estou só suspiros.
Te linkei.
Beijos.

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